TERMO DE GARANTIA E INSTRUÇÕES DE USO
HELIOTERM — Engenharia Térmica de Precisão
Documento: TG-HLT-2025-01
Revisão: 02
Data de Vigência: Janeiro/2025Aplicável a: Todos os equipamentos fabricados pela Delta Engenharia Térmica Ltda. (Helioterm)
1. DISPOSIÇÕES GERAIS
A Delta Engenharia Térmica Ltda., nome fantasia Helioterm, inscrita no CNPJ sob nº 43.425.077/0001-16, com sede na Rua Harold Barnsley Holland, 1151 — Jacareí/SP — CEP 12334-403, doravante denominada FABRICANTE, garante ao adquirente original, doravante denominado CLIENTE, que os equipamentos fornecidos estão livres de defeitos de fabricação e materiais, desde que observadas integralmente as condições estabelecidas neste Termo de Garantia e Instruções de Uso.A garantia cobre exclusivamente defeitos comprovados de fabricação, sendo condição indispensável para sua validade o cumprimento integral das instruções de instalação, operação e manutenção aqui descritas. O não atendimento a qualquer das condições estabelecidas neste documento implica na perda automática e integral da cobertura de garantia, sem necessidade de notificação prévia.Este documento aplica-se a toda a linha de equipamentos fabricados pela Helioterm, incluindo, mas não se limitando a:
| Linha de Produto | Modelos/Séries |
| Chillers Compactos | Série HSC (água e ar) |
| Chillers Industriais | Série HSS, HRT |
| Chillers Hospitalares | Série HTH |
| Chillers Parafuso | Série HCP |
| Chillers Oilfree | Série HOF |
| Self-Contained | Série HSF |
| Wall-Mounted (Salas Elétricas) | Série HWM |
| CRAC/CRAH | Série HCR |
| Fancoils | Série HFC |
| Unidades de Tratamento de Ar (UTAs) | Série HUA |
| Split System | Série HSP |
| Rooftops | Série HRF |
| Termorreguladores | Série HTMR |
| Termomisturadores | Série HTM |
| Termochillers | Série HTC |
| CDU — Data Centers | Série HCD |
| Desumidificadores Industriais | Série HDS |
| Desumidificadores Dessecantes | Série HDD |
| Bombas de Calor | Série HBC |
| Projetos Especiais | Sob consulta |
2. PRAZO DE GARANTIA
| Componente | Prazo de Garantia |
| Compressor hermético/semi-hermético | 12 meses ou 8.000 horas de operação (o que ocorrer primeiro) |
| Compressor scroll | 12 meses ou 8.000 horas de operação (o que ocorrer primeiro) |
| Compressor parafuso | 12 meses ou 8.000 horas de operação (o que ocorrer primeiro) |
| Compressor inverter | 12 meses ou 8.000 horas de operação (o que ocorrer primeiro) |
| Trocadores de calor a placas brasadas | 12 meses |
| Trocadores de calor aletados (evaporador/condensador) | 12 meses |
| Trocadores de calor casco e tubo | 12 meses |
| Trocadores de calor microcanal | 12 meses |
| Componentes elétricos e eletrônicos (CLP, IHM, inversores) | 12 meses |
| Estrutura metálica e gabinete | 12 meses |
| Tubulação frigorífica interna | 12 meses |
| Componentes hidráulicos (bomba, válvulas, reservatório) | 12 meses |
| Ventiladores e motores elétricos | 12 meses |
| Resistências elétricas (aquecimento) | 12 meses |
| Rotor dessecante (desumidificadores dessecantes) | 12 meses |
| Peças de desgaste natural (filtros, correias, fusíveis, contatores) | 90 dias |
O prazo de garantia inicia-se na data de emissão da Nota Fiscal de venda. A garantia é intransferível e aplica-se exclusivamente ao adquirente original constante na Nota Fiscal.Para Projetos Especiais, o prazo de garantia será definido na proposta comercial específica, não podendo ser inferior a 12 meses para componentes principais.
3. CONDIÇÕES OBRIGATÓRIAS DE OPERAÇÃO
O cumprimento das condições abaixo é requisito indispensável para a manutenção da garantia. A operação do equipamento fora destes parâmetros configura mau uso e resulta em perda imediata da cobertura.
3.1. Fluido de Trabalho e Anticongelante
3.1.1. Chillers, Termochillers e Bombas de Calor (circuitos com trocador a placas brasadas)
É obrigatório o uso de solução com no mínimo 30% (trinta por cento) de fluido anticongelante (etilenoglicol ou propilenoglicol de grau industrial com inibidores de corrosão) em todos os circuitos hidráulicos conectados a trocadores de calor a placas brasadas, independentemente da temperatura ambiente, da temperatura de setpoint ou da aplicação.A não utilização de anticongelante na concentração mínima especificada resultará em:
•Congelamento e ruptura irreversível dos trocadores de calor a placas brasadas;
•Perda total e imediata da garantia sobre o trocador de calor e todos os componentes do circuito hidráulico;
•Responsabilidade integral do CLIENTE pelos custos de reparo ou substituição.
3.1.2. Termorreguladores e Termomisturadores (circuitos de aquecimento)
Para equipamentos que operam com água quente ou fluido térmico em alta temperatura:
•Utilizar fluido térmico compatível com a faixa de temperatura de operação;
•Nunca misturar tipos diferentes de fluido térmico;
•Manter o sistema pressurizado conforme especificação do manual;
•Verificar periodicamente o nível e a condição do fluido.
3.1.3. Especificações do Fluido Anticongelante
| Parâmetro | Requisito |
| Concentração mínima | 30% em volume |
| Tipo | Etilenoglicol ou propilenoglicol industrial |
| Inibidores de corrosão | Obrigatório (formulação com inibidores) |
| pH da solução | Entre 7,0 e 9,0 |
| Troca/reposição | A cada 24 meses ou conforme análise laboratorial |
| Verificação periódica | Semestral (concentração e pH) |
| Compatibilidade | Verificar compatibilidade com materiais do sistema (vedações, juntas) |
3.2. Vazão Mínima de Água/Fluido
O equipamento deve operar sempre com vazão igual ou superior à vazão mínima especificada na placa de identificação, no manual técnico ou na proposta comercial do modelo.
| Tipo de Equipamento | Consequência de Vazão Insuficiente |
| Chillers (todos os tipos) | Congelamento do evaporador, dano ao compressor |
| Termochillers | Congelamento do trocador, superaquecimento do processo |
| Termorreguladores/Termomisturadores | Superaquecimento localizado, dano às resistências |
| Fancoils | Perda de capacidade, congelamento da serpentina |
| CRAC/CRAH | Congelamento da serpentina, dano ao compressor |
| CDU — Data Centers | Superaquecimento dos racks, falha de refrigeração |
| Bombas de Calor | Congelamento do evaporador, dano ao compressor |
A operação com vazão abaixo do mínimo especificado invalida integralmente a garantia. O CLIENTE deve garantir que o sistema hidráulico externo (tubulações, válvulas, filtros) não restrinja a vazão abaixo do valor mínimo em nenhuma condição operacional, incluindo operação parcial, partida, parada e variações de carga.É obrigatória a instalação de chave de fluxo (flow switch) no circuito hidráulico, calibrada para a vazão mínima do equipamento. A remoção, bypass ou desativação da chave de fluxo invalida a garantia.
3.3. Qualidade da Água
A água utilizada no sistema deve atender aos seguintes parâmetros mínimos:
| Parâmetro | Limite Aceitável |
| pH | 7,0 a 8,5 |
| Dureza total (CaCO₃) | Máximo 200 mg/L |
| Cloretos (Cl⁻) | Máximo 150 mg/L |
| Sulfatos (SO₄²⁻) | Máximo 150 mg/L |
| Sólidos em suspensão | Máximo 25 mg/L |
| Condutividade elétrica | Máximo 800 µS/cm |
| Ferro total | Máximo 0,5 mg/L |
| Sílica (SiO₂) | Máximo 50 mg/L |
| Alcalinidade total | Máximo 300 mg/L |
| Índice de Langelier | -0,5 a +0,5 (equilíbrio) |
A utilização de água fora dos parâmetros especificados causa incrustação, corrosão, obstrução de passagens e deterioração prematura dos trocadores de calor, invalidando a garantia. É responsabilidade do CLIENTE realizar tratamento de água adequado e manter registros de análise periódica (mínimo trimestral).Para sistemas abertos (torres de resfriamento), é obrigatório tratamento químico contínuo da água de condensação.
3.4. Qualidade do Ar
3.4.1. Condensadores a Ar (Chillers, Self-Contained, Rooftops, Split)
O ambiente de instalação dos condensadores a ar deve estar livre de:
•Poeira excessiva, fibras têxteis ou partículas em suspensão;
•Vapores corrosivos, ácidos ou alcalinos;
•Gases inflamáveis ou explosivos;
•Névoa salina (ambientes costeiros sem proteção adequada);
•Obstruções que reduzam o fluxo de ar pelo condensador.A distância mínima entre o condensador e qualquer obstáculo deve respeitar o especificado no manual técnico. O acúmulo de sujeira nas aletas por falta de limpeza periódica não é coberto pela garantia.
3.4.2. Unidades de Tratamento de Ar (UTAs), Fancoils e CRAC/CRAH
•Os filtros de ar devem ser substituídos conforme periodicidade indicada no manual;
•O ar de retorno não deve conter contaminantes químicos ou biológicos agressivos;
•As bandejas de condensado devem ser limpas periodicamente para evitar proliferação microbiológica;
•Os dutos de ar devem estar limpos e sem obstruções.
3.4.3. Desumidificadores Industriais e Dessecantes
•O ar de processo não deve conter solventes, ácidos ou partículas abrasivas;
•Para desumidificadores dessecantes, o ar de regeneração deve estar livre de contaminantes que danifiquem o rotor dessecante;
•Os filtros de entrada devem ser mantidos limpos e substituídos conforme periodicidade;
•A temperatura do ar de entrada não deve exceder os limites especificados no manual.
3.5. Alimentação Elétrica
O equipamento deve ser alimentado com energia elétrica dentro dos seguintes limites:
| Parâmetro | Tolerância |
| Tensão nominal | ±10% da tensão de placa |
| Desequilíbrio entre fases | Máximo 2% |
| Distorção harmônica total (THD) | Máximo 5% |
| Frequência | 60 Hz ±2% |
| Aterramento | Obrigatório conforme NBR 5410 |
| Resistência de aterramento | Máximo 10 Ω |
Danos causados por variações de tensão, picos, surtos, descargas atmosféricas, desequilíbrio de fases, falta de fase ou aterramento inadequado não são cobertos pela garantia. É obrigatória a instalação de:
•Protetor de surto (DPS) classe II no quadro de alimentação do equipamento;
•Relé de falta de fase e sequência de fase (para equipamentos trifásicos);
•Disjuntor adequado à corrente nominal do equipamento;
•Aterramento dedicado conforme NBR 5410 e NBR 5419.
3.5.1. Equipamentos com Inversor de Frequência
Para equipamentos com compressores ou ventiladores inverter:
•A alimentação deve ter THD inferior a 5%;
•É obrigatória a instalação de filtro de linha (quando especificado no manual);
•O cabeamento entre inversor e motor deve respeitar o comprimento máximo especificado;
•Não é permitida a instalação de contatores entre o inversor e o motor.
3.6. Temperatura Ambiente de Operação
O equipamento deve operar dentro da faixa de temperatura ambiente especificada na placa de identificação ou proposta comercial.
| Tipo de Equipamento | Faixa Típica de Operação |
| Chillers com condensação a ar | 0°C a 45°C (ambiente do condensador) |
| Chillers com condensação a água | 5°C a 40°C (ambiente da máquina) |
| Self-Contained / Wall-Mounted | Conforme especificação do projeto |
| CRAC/CRAH | 18°C a 35°C (ar de retorno) |
| Desumidificadores | 5°C a 45°C (conforme modelo) |
| Termorreguladores/Termomisturadores | 5°C a 40°C (ambiente) |
| Bombas de Calor | -5°C a 43°C (conforme modelo) |
| Rooftops | -5°C a 46°C (ambiente externo) |
A operação fora desta faixa, incluindo exposição a temperaturas extremas durante períodos de inatividade, não é coberta pela garantia.
3.7. Condições Específicas por Tipo de Equipamento
3.7.1. Chillers (todas as linhas: HSC, HSS, HRT, HTH, HCP, HOF)
•Manter sempre a vazão mínima conforme especificação técnica;
•Nunca operar sem anticongelante (mínimo 30%) em circuitos com trocador a placas;
•Não bloquear válvulas de água durante operação do compressor;
•Manter o reservatório de água com nível adequado;
•Não alterar os setpoints de proteção (pressostatos, termostatos de segurança);
•Para chillers com condensação a água: manter a torre de resfriamento em condições adequadas.
3.7.2. Self-Contained (HSF) e Wall-Mounted (HWM)
•Garantir ventilação adequada conforme projeto;
•Não obstruir as entradas e saídas de ar;
•Manter os filtros de ar limpos;
•Para unidades em salas elétricas: garantir vedação adequada do ambiente;
•Verificar periodicamente o dreno de condensado.
3.7.3. CRAC/CRAH (HCR)
•Manter o piso elevado livre de obstruções ao fluxo de ar;
•Não alterar a configuração de insuflamento sem consulta prévia;
•Manter sensores de temperatura e umidade calibrados;
•Garantir redundância operacional conforme projeto;
•Monitorar continuamente as condições do ambiente (temperatura, umidade).
3.7.4. Fancoils (HFC) e UTAs (HUA)
•Substituir filtros de ar conforme periodicidade do manual;
•Limpar bandejas de condensado periodicamente;
•Não obstruir serpentinas com acúmulo de sujeira;
•Manter válvulas de controle operacionais;
•Verificar o funcionamento dos atuadores e dampers periodicamente.
3.7.5. Rooftops (HRF) e Split System (HSP)
•Garantir acesso adequado para manutenção;
•Proteger a unidade externa contra intempéries severas (granizo, vendavais);
•Manter as distâncias mínimas de instalação;
•Verificar periodicamente a carga de refrigerante;
•Limpar serpentinas externas trimestralmente.
3.7.6. Termorreguladores (HTMR) e Termomisturadores (HTM)
•Utilizar fluido térmico compatível com a faixa de temperatura;
•Nunca operar sem fluido no circuito (risco de queima das resistências);
•Manter o nível de fluido acima do mínimo indicado;
•Verificar periodicamente a condição das resistências elétricas;
•Não exceder a temperatura máxima do fluido especificada;
•Purgar ar do sistema antes da operação.
3.7.7. Termochillers (HTC)
•Aplicam-se todas as condições de Chillers (item 3.7.1);
•Adicionalmente, aplicam-se as condições de Termorreguladores (item 3.7.6) para o circuito de aquecimento;
•Nunca operar os circuitos de aquecimento e resfriamento simultaneamente sem controle adequado;
•Manter a lógica de controle original sem alterações.
3.7.8. CDU — Data Centers (HCD)
•Manter redundância operacional conforme projeto;
•Monitorar continuamente temperatura e umidade do ambiente;
•Não alterar configurações de alarme sem autorização;
•Garantir alimentação elétrica ininterrupta (nobreak/gerador);
•Manter registros de operação e alarmes;
•Seguir protocolos de manutenção específicos para ambientes de missão crítica.
3.7.9. Desumidificadores Industriais (HDS) e Dessecantes (HDD)
•Manter filtros de ar limpos e substituí-los conforme periodicidade;
•Para dessecantes: não expor o rotor a temperaturas acima do limite especificado;
•Para dessecantes: não contaminar o rotor com óleos, solventes ou partículas;
•Verificar periodicamente as vedações do rotor dessecante;
•Manter o sistema de regeneração operacional;
•Não operar com ar de entrada acima da temperatura máxima especificada.
3.7.10. Bombas de Calor (HBC)
•Aplicam-se todas as condições de Chillers (item 3.7.1);
•Manter o ciclo reverso operacional conforme projeto;
•Verificar periodicamente a válvula de reversão (4 vias);
•Em modo aquecimento: garantir que o evaporador externo não acumule gelo excessivo;
•Manter o sistema de degelo operacional;
•Não alterar a lógica de reversão de ciclo.
3.7.11. Projetos Especiais
Para equipamentos classificados como Projetos Especiais:
•Aplicam-se todas as condições gerais deste documento;
•Condições específicas adicionais serão definidas na proposta comercial e no manual técnico do projeto;
•Qualquer alteração nas condições de projeto (carga térmica, fluido, temperatura, vazão, ambiente) deve ser comunicada previamente à Helioterm por escrito;
•A operação fora das condições de projeto especificadas invalida integralmente a garantia.
4. MANUTENÇÃO PREVENTIVA OBRIGATÓRIA
A realização de manutenção preventiva periódica é condição obrigatória para a manutenção da garantia. O CLIENTE deve manter registros documentados (ordens de serviço, relatórios) de todas as manutenções realizadas.
4.1. Periodicidade Mínima — Equipamentos de Refrigeração (Chillers, Self-Contained, CRAC/CRAH, CDU, Bombas de Calor)
| Atividade | Frequência Mínima |
| Verificação de pressões de operação (sucção/descarga) | Mensal |
| Verificação de temperaturas de operação | Mensal |
| Verificação de corrente elétrica dos compressores | Mensal |
| Verificação de superaquecimento e sub-resfriamento | Mensal |
| Limpeza de filtros de ar (quando aplicável) | Mensal |
| Limpeza de filtros de água (tipo Y) | Mensal |
| Verificação do nível e concentração de anticongelante | Semestral |
| Limpeza do condensador (aletas) | Trimestral |
| Verificação de vazamentos de gás refrigerante | Trimestral |
| Análise de qualidade da água | Trimestral |
| Verificação de conexões elétricas (reaperto) | Semestral |
| Verificação de isolamento elétrico | Semestral |
| Verificação de vibração e ruído | Semestral |
| Verificação de válvulas de expansão | Semestral |
| Análise de óleo do compressor (quando aplicável) | Anual |
| Troca de fluido anticongelante | A cada 24 meses |
| Teste de dispositivos de segurança (pressostatos, relés) | Anual |
4.2. Periodicidade Mínima — Equipamentos de Climatização (Fancoils, UTAs, Rooftops, Split)
| Atividade | Frequência Mínima |
| Limpeza/substituição de filtros de ar | Mensal |
| Limpeza de bandejas de condensado | Mensal |
| Verificação de drenos | Mensal |
| Limpeza de serpentinas | Trimestral |
| Verificação de correias e polias (quando aplicável) | Trimestral |
| Verificação de motores e rolamentos | Semestral |
| Verificação de válvulas de controle e atuadores | Semestral |
| Verificação de dampers | Semestral |
| Lubrificação de mancais | Conforme manual |
4.3. Periodicidade Mínima — Termorreguladores, Termomisturadores e Termochillers
| Atividade | Frequência Mínima |
| Verificação do nível de fluido térmico | Semanal |
| Verificação de temperatura de operação | Diária |
| Verificação de pressão do sistema | Semanal |
| Limpeza de filtros de fluido | Mensal |
| Verificação de resistências elétricas | Trimestral |
| Verificação de válvulas de segurança | Semestral |
| Análise do fluido térmico | Semestral |
| Troca do fluido térmico | Conforme análise ou a cada 12 meses |
| Verificação de isolamento térmico | Anual |
4.4. Periodicidade Mínima — Desumidificadores
| Atividade | Frequência Mínima |
| Limpeza/substituição de filtros de ar | Mensal |
| Verificação do sistema de regeneração | Mensal |
| Inspeção visual do rotor dessecante (quando aplicável) | Trimestral |
| Verificação de vedações do rotor | Trimestral |
| Verificação de motores e acionamentos | Semestral |
| Verificação de sensores de umidade | Semestral |
| Calibração de instrumentos | Anual |
4.5. Requisitos para Manutenção
A manutenção deve ser realizada por profissionais qualificados e habilitados, preferencialmente pela rede de Assistência Técnica Autorizada Helioterm. A manutenção realizada por terceiros não credenciados não invalida a garantia, desde que:
•Seja executada por profissional com registro ativo no CREA ou CFT;
•Utilize peças e componentes originais ou de qualidade equivalente aprovada;
•Seja documentada com ordem de serviço detalhada (data, atividades, medições, peças);
•Não altere as características originais do equipamento;
•Não altere parâmetros de controle ou proteção sem autorização por escrito da Helioterm.
5. EXCLUSÕES DE GARANTIA
A garantia NÃO cobre, em nenhuma hipótese:
5.1. Mau Uso e Negligência
•Operação do equipamento fora dos parâmetros especificados neste documento;
•Operação sem fluido anticongelante ou com concentração inferior a 30%;
•Operação com vazão de água/fluido inferior à mínima especificada;
•Utilização de água fora dos parâmetros de qualidade especificados;
•Falta de manutenção preventiva ou manutenção inadequada;
•Operação com filtros obstruídos ou ausentes;
•Operação continuada após alarme ou sinalização de falha;
•Operação sem chave de fluxo ou com chave de fluxo desativada/em bypass;
•Operação de termorreguladores/termomisturadores sem fluido no circuito;
•Contaminação do rotor dessecante por substâncias incompatíveis;
•Operação com carga térmica superior à capacidade nominal do equipamento.
5.2. Instalação Inadequada
•Instalação em desacordo com o manual técnico do equipamento;
•Instalação realizada por profissional não habilitado;
•Dimensionamento inadequado de tubulações, bombas ou componentes hidráulicos externos;
•Falta de dispositivos de proteção elétrica obrigatórios (DPS, relé de fase, disjuntor);
•Aterramento inexistente ou inadequado;
•Espaçamento insuficiente para manutenção e ventilação;
•Instalação em ambiente com condições adversas não previstas no projeto;
•Tubulação frigorífica externa com comprimento ou desnível acima do permitido;
•Falta de isolamento térmico nas tubulações de água gelada;
•Instalação de equipamento em local sujeito a vibração excessiva.
5.3. Fatores Externos
•Variações de tensão, picos, surtos ou descargas atmosféricas;
•Desequilíbrio de fases, falta de fase ou inversão de fase;
•Inundações, incêndios, terremotos, vendavais ou outros eventos de força maior;
•Danos causados por animais, insetos ou agentes biológicos;
•Corrosão causada por atmosfera agressiva (salina, ácida, industrial) não prevista no projeto;
•Danos durante transporte após a entrega ao CLIENTE;
•Interrupção de fornecimento de água, energia ou insumos externos;
•Contaminação do sistema por agentes externos (óleo, sujeira, produtos químicos).
5.4. Alterações e Intervenções Não Autorizadas
•Qualquer modificação nas características originais do equipamento;
•Alteração de parâmetros de controle (setpoints de proteção, pressostatos, termostatos);
•Alteração de parâmetros do inversor de frequência;
•Substituição de componentes por peças não originais sem aprovação prévia por escrito da Helioterm;
•Recarga de gás refrigerante com tipo ou quantidade diferente do especificado;
•Remoção ou adulteração de lacres, etiquetas ou placa de identificação;
•Intervenção no sistema frigorífico por pessoal não qualificado;
•Alteração do software de controle ou firmware do CLP/IHM;
•Adição de componentes não previstos no projeto original (válvulas, bypass, derivações);
•Repintura ou tratamento superficial que comprometa a dissipação térmica.
5.5. Desgaste Natural
•Peças de desgaste natural: filtros, correias, fusíveis, contatores, relés, lâmpadas;
•Degradação estética (pintura, adesivos, acabamentos) por exposição normal;
•Ruídos e vibrações dentro dos limites normais de operação;
•Perda gradual de eficiência por acúmulo de sujeira (responsabilidade de manutenção do CLIENTE);
•Desgaste de vedações e gaxetas por uso normal;
•Oxidação superficial em ambientes não controlados.
5.6. Alteração das Condições de Projeto
•Alteração da carga térmica original sem redimensionamento do equipamento;
•Alteração do fluido de trabalho sem consulta prévia à Helioterm;
•Alteração da temperatura de setpoint para valores fora da faixa projetada;
•Conexão de cargas térmicas adicionais não previstas no dimensionamento original;
•Mudança de local de instalação sem avaliação técnica prévia;
•Alteração das condições ambientais (fechamento de área ventilada, adição de fontes de calor);
•Alteração da vazão de projeto por modificação no sistema hidráulico externo;
•Utilização do equipamento para aplicação diferente da especificada na proposta comercial.
6. INSTRUÇÕES DE USO E OPERAÇÃO
6.1. Primeira Partida (Startup)
A primeira partida do equipamento deve ser realizada, preferencialmente, por técnico autorizado Helioterm ou pela Assistência Técnica Autorizada. Caso o CLIENTE opte por realizar a partida por conta própria, deve:
1.Verificar todas as conexões hidráulicas quanto a vazamentos;
2.Confirmar a concentração de anticongelante (mínimo 30%) com refratômetro;
3.Verificar a tensão de alimentação e o sentido de rotação dos motores;
4.Preencher completamente o circuito hidráulico e purgar todo o ar;
5.Verificar a vazão de água com instrumento calibrado;
6.Verificar o funcionamento da chave de fluxo;
7.Registrar as condições de partida (pressões, temperaturas, correntes);
8.Verificar o funcionamento de todos os dispositivos de segurança;
9.Verificar o sentido de rotação dos ventiladores;
10.Para termorreguladores: verificar o nível de fluido e purgar ar do sistema.
A Helioterm recomenda fortemente a contratação do serviço de startup assistido para preservação integral da garantia e otimização do desempenho do equipamento.
6.2. Operação Normal
Durante a operação normal, o operador deve:
•Monitorar periodicamente as condições de operação (pressões, temperaturas, correntes);
•Não desligar o equipamento pelo disjuntor geral durante operação normal (utilizar o comando de desligamento no painel de controle);
•Não reiniciar o equipamento imediatamente após uma parada (aguardar mínimo 5 minutos para equalização de pressões);
•Manter o registro de horas de operação atualizado;
•Reportar imediatamente qualquer alarme, ruído ou comportamento anormal;
•Não ignorar alarmes recorrentes — investigar e corrigir a causa raiz;
•Manter o entorno do equipamento limpo e desobstruído;
•Não armazenar materiais sobre ou próximo ao equipamento.
6.3. Parada Prolongada (superior a 30 dias)
Em caso de parada prolongada:•Nunca drenar a solução anticongelante do circuito;
•Energizar periodicamente a resistência de cárter do compressor (se aplicável);
•Proteger o equipamento contra intempéries;
•Para termorreguladores: manter o fluido térmico no sistema;
•Para desumidificadores dessecantes: proteger o rotor contra umidade excessiva;
•Antes de reiniciar, realizar inspeção completa conforme checklist de startup;
•Verificar a condição dos fluidos antes de religar (anticongelante, óleo, fluido térmico).
6.4. Operação em Condições Especiais
Ambientes com Risco de Congelamento
Em instalações onde a temperatura ambiente pode atingir valores próximos ou abaixo de 0°C:
•Manter a concentração de anticongelante adequada à temperatura mínima esperada;
•Nunca desligar a bomba de circulação em condições de risco de congelamento;
•Considerar a instalação de resistência de aquecimento no reservatório;
•Manter o equipamento energizado para ativação automática de proteções.
Ambientes Corrosivos
Para instalações em ambientes com atmosfera agressiva:
•Solicitar tratamento anticorrosivo especial na fase de projeto;
•Aumentar a frequência de limpeza das serpentinas;
•Monitorar sinais de corrosão com maior frequência;
•Considerar a instalação de proteção adicional (cobertura, filtros).
7. PROCEDIMENTO PARA ACIONAMENTO DA GARANTIA
Para acionar a garantia, o CLIENTE deve:
1.Entrar em contato com a Helioterm ou Assistência Técnica Autorizada informando:
•Número de série do equipamento;
•Modelo e capacidade;
•Data de aquisição (Nota Fiscal);
•Descrição detalhada do problema (sintomas, quando iniciou, condições de operação).
2.Apresentar a seguinte documentação:
•Nota Fiscal de compra do equipamento;
•Registros de manutenção preventiva realizados (ordens de serviço);
•Laudo de análise de água (quando aplicável);
•Registro de concentração de anticongelante (quando aplicável);
•Registro de parâmetros elétricos (tensão, corrente).
3.Permitir acesso ao equipamento para inspeção técnica pela Helioterm ou Assistência Técnica Autorizada.
A Helioterm reserva-se o direito de realizar inspeção técnica detalhada no equipamento antes de autorizar qualquer reparo em garantia. Caso a inspeção identifique que o defeito foi causado por qualquer das condições excludentes listadas na Seção 5, o reparo será cobrado integralmente do CLIENTE, incluindo:
•Custos de deslocamento técnico;
•Mão de obra da inspeção;
•Peças e componentes substituídos;
•Fluidos e insumos utilizados.
8. LIMITAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
A responsabilidade da Helioterm limita-se exclusivamente ao reparo ou substituição de componentes defeituosos, a critério exclusivo do FABRICANTE. A Helioterm NÃO se responsabiliza por:
•Lucros cessantes, perdas de produção ou danos indiretos de qualquer natureza;
•Custos de desmontagem, remontagem ou transporte do equipamento;
•Danos a produtos, processos ou instalações do CLIENTE decorrentes de falha do equipamento;
•Custos de mão de obra para instalação de peças substituídas em garantia;
•Despesas com fluidos, gases refrigerantes ou insumos necessários ao reparo;
•Custos de adequação de instalações elétricas ou hidráulicas;•Danos consequenciais, incidentais ou punitivos;
•Custos de equipamento substituto durante o período de reparo.O valor máximo de indenização em garantia não excederá, em nenhuma hipótese, o valor original do equipamento constante na Nota Fiscal de venda.A Helioterm não garante que o equipamento operará de forma ininterrupta ou livre de falhas. O CLIENTE é responsável por dimensionar redundâncias adequadas para processos críticos.
9. REDE DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA AUTORIZADA
A Helioterm mantém uma rede de Assistência Técnica Autorizada para atendimento em garantia e pós-garantia:
| Empresa | Região de Atuação | Contato |
| E-Tech Refrigeração | Região Sul (PR, SC, RS) | (47) 99981-0966 |
| Manar Climatização & Refrigeração | Centro-Oeste (GO, MT, MS, DF) | (62) 99962-6181 |
| Clima Controle Assistência Técnica | Região Sudeste (SP, RJ, MG, ES) | (11) 95896-9155 |
Para demais regiões, entrar em contato diretamente com a Helioterm.
10. DISPOSIÇÕES FINAIS
•Este Termo de Garantia é parte integrante do contrato de compra e venda do equipamento e da proposta comercial;
•A aceitação do equipamento pelo CLIENTE implica na concordância integral com os termos aqui estabelecidos;
•Eventuais condições especiais de garantia devem constar expressamente na proposta comercial ou contrato específico, prevalecendo sobre este documento apenas nos pontos expressamente mencionados;
•Este documento prevalece sobre quaisquer informações verbais ou promessas não documentadas;
•A Helioterm reserva-se o direito de solicitar laudo técnico independente em casos de divergência sobre a causa do defeito;
•Para questões não previstas neste documento, aplicam-se as disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e do Código Civil Brasileiro;
•O foro competente para dirimir quaisquer controvérsias é o da Comarca de Jacareí/SP.
11. DECLARAÇÃO DE CIÊNCIA
Ao receber e instalar o equipamento, o CLIENTE declara ter lido, compreendido e concordado integralmente com todas as condições estabelecidas neste Termo de Garantia e Instruções de Uso, comprometendo-se a cumprir todas as obrigações aqui descritas como condição para a manutenção da cobertura de garantia.
DELTA ENGENHARIA TÉRMICA LTDA. (HELIOTERM)CNPJ: 43.425.077/0001-16 Rua Harold Barnsley Holland, 1151 — Jacareí/SP — CEP 12334-403 www.helioterm.com.br | vendas@helioterm.com.br | +55 (11) 5028-0820Documento válido a partir de Janeiro/2025 — Revisão 02.
A Helioterm reserva-se o direito de atualizar este documento sem aviso prévio, prevalecendo sempre a versão mais recente disponível em www.helioterm.com.br/downloads.